jean franois 

4 de OUTUBRO a 1 de DEZEMBRO

A Índia é um país onde os opostos convivem constantemente: o trivial e o sagrado, o belo e o feio, o puro e o impuro, a limpeza e a sujidade, a gentileza e a violência, a tradição rígida e a modernidade desgrenhada, a confiança e o medo, o caos e a serenidade, o real e o imaginário por vezes tão fundidos um no outro…
A nossa intenção é, em primeiro lugar, fazer justiça ao que nos parece belo, estando sempre apto a enquadrar o ser humano. A outra decisão, esta puramente plástica, está relacionada com a saturação das cores.
O sândalo ou o excremento, o amarelo, o vermelho ou o índigo, têm aqui a força da vontade primária, até mesmo primordial. Se a Índia tem mil mistérios e certamente muito pó debaixo do tapete, ela é também o país da franqueza. É essa franqueza, ofuscante e inebriante, que quero restituir nas escolhas cromáticas, claramente coloristas.
E é com as mulheres – elas são tão rapidamente elevadas ao estatuto de deusas como maltratadas, massacradas, esquecidas – nas diferentes idades da vida, que escolho deitar um olhar afetuoso sobre este imenso e indecifrável país.

Jean-François BOURGEOT

Sala Afonso Cruz | Entrada livre

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