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QUARTA-FEIRA, 18 de AGOSTO, 21h30

Grande Auditório | M 12 anos

Normalizar a nossa "liberdade" -é, sabemos, a primeira palavra de ordem da dominação. E podemos estudar o caso da senhora Rasch e percebermos melhor a sua vida.

Que vida a de uma mulher empregada de uma fábrica, na meia idade, sem vida sexual? Numa sociedade organizada sobre as relações de produção e sobre a família, que lugar tem a mulher só? E isto porque também lutámos: que é este tempo livre se a cabeça está ocupada? E perceberemos melhor o nosso vazio também.

Mas aquilo a que Franz Xaver Kroetz nos convida é convivermos com o fim-de-tarde de uma senhora Rasch que regressa do emprego, arruma a casa, prepara o dia seguinte, deita-se e tenta um suicídio. É assim pela convivência com o concreto que Kroetz refuta atual discurso político sobre o quotidiano. Refuta: porque ao encontrar-lhe o concreto se defronta com a sua irredutibilidade, verificando assim como é redutor (e portanto também normalizador) todo o discurso sobre o quotidiano.

E é também por esta convivência carne a carne com a personagem que se recusa o naturalismo: não se pode explicar o pretenso "caso" da senhora Rasch, a nossa sociedade é de facto irracional, e não é a razão que dela pode dar conta total.

cleansafe IGAC 03

 

 
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