Exposições

Cartografias pm01

 

 

Sala Afonso Cruz

6 de NOVEMBRO a 31 de DEZEMBRO

Cartografias de Memória”, de Paula Magalhães

 

“Porque buscamos no quotidiano uma estrada onde se repita o amor e a casa de algum Verão.

Porque a memória tem sinais de trânsito e às vezes falamos muito alto e quando está vermelho para recordar, e chamamos os amigos e de repente fica amarelo sem sabermos como, e no fim do dia, quando nos deitamos, cai o verde e tudo avança e as recordações são em vez do sono, são em vez da vida, são em vez do verbo. Porque também nós temos montanhas e rios assinalados e também em nós há itinerários principais e secundários e ruas que vão da cabeça aos pés quando a mão desejada nos percorre como carro de brincar.

Porque andamos todos à procura uns dos outros dentro e fora de quem somos e parece que nos desencontramos... Porque no fundo desejamos apenas ser conquistados.”

           

                                                                                                                                                                                             O Mapa, Filipa Leal


Sala Afonso Cruz | Entrada livre

Horário:
De segunda a sexta-feira: 9h00 às 24h00
Sábados e feriados: 10h00 às 24h00
Domingos: 10h00 às 19h00

 

 
 

AFConvite VECT WEB

Sala 2 | Entrada livre

30 de outubro a 30 de dezembro

Uma Escola está ao serviço de uma Comunidade cujo fim último é a razão de ser e de existir. Por isso, a Licenciatura em Arte e Design, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra, tem estabelecido, perante a Sociedade, uma responsabilidade que se traduz em formar e concretizar as suas aspirações estéticas, sempre com total respeito pela sua especificidade, autonomia científica, técnica e artística. É precisamente o caminho que esta Licenciatura tem trilhado, desde logo pelo seu sentido eclético, consequência da sua natureza formativa em arte e em design.

Esta exposição de alunos dos três anos da licenciatura em Arte e Design, é também o testemunho dos laços que se têm estabelecido entre a Escola Superior de Educação de Coimbra e o Município da Figueira da Foz. A sua generosa anuência abriu-nos a oportunidade de mostrar no Centro de Artes e Espectáculos, lugar de prestígio e excelência, o que de melhor se faz nesta escola.

A “Forma da Forma” é uma exposição que, de certo modo, é uma manifestação de conhecimento e, sobretudo, um meio de (des)entendimento, de objetos, que representam o ato de conhecer, implicitamente, a realidade. Nela encontramos obras que cobrem um grande número de disciplinas, desde a pintura à videoarte, passando pelas várias vertentes do design, obras com diferentes registos, representativos do fascínio e da emotiva expressão pessoal.

No campo da arte, exibem-se signos indiretos de realidades alternativas, formas e cores diversas, pujantes de criatividade e surpresa. É a legitimação do enlace estabelecido entre os diversos media artísticos e os caracteres definidores dos hábitos e das práticas singulares de cada aluno.

No campo da pintura, escultura e instalação, observamos uma geografia estética diversificada, comprometida com o rigor técnico, operado simultaneamente com preocupações formais que resultam em significativas intransitividades. Estas obras constituem, inevitavelmente, a irrealidade do tangível, como se, destruída a realidade, se construísse uma outra realidade, arquétipa do nosso imaginário.

A produção de imagem, hoje em dia tão presente nas nossas vidas, é uma realidade ao alcance de todos. No entanto, a representação fotográfica é diferente da criação de uma imagem. Neste sentido, a formação técnica, aliada às vertentes artísticas e ao conhecimento histórico, fazem do ato de fotografar, um processo criativo e apaixonante. É por esta razão que, exercícios ancorados em autores como Carl Kleiner, Chema Madoz, Cindy Sherman, ou mesmo Edward Weston, aludem ao trabalho de mise en scène, explorando o claro-escuro, e desenvolvendo uma diegética própria, capaz de contar uma história, e transformar pessoas e lugares. Da mesma forma, nos trabalhos de videoarte, os alunos foram convocados a experimentar conceptualmente narrativas e modelos estéticos diversos, com o intuito de adquirirem o domínio das ferramentas audiovisuais. Ademais, a cada momento oferecem-nos uma narração única imaginada, misturando realidade e ficção.

Já no design, temos áreas como o gráfico, que procura soluções visuais de sedução dos consumidores, a partir da ligação entre forma, estrutura, materiais, cor, imagem e tipografia, ou ainda, no design de produto, onde encontramos obras que envolvem a criação de objetos que são simultaneamente funcionais, estéticos e emocionais, adaptados aos diferentes contextos e culturas, incorporando áreas como a ergonomia, a sustentabilidade, a estética ou o marketing. Por outro lado, no design de espaços, inserem-se objetos representativos de ambientes projetados que se enquadram no design de contexto, privado e público, nos quais são percetíveis diferentes lógicas conceptuais, tangíveis e intangíveis, em que espaço e objeto (re)definem identidades de usufruição social. No que toca à ilustração, os objetos expostos resultam de um estudo, onde a escolha da técnica, o público-alvo a que se destina e o meio de comunicação, respondem à pretensão de comunicarem visualmente uma informação de compromisso entre texto e imagem.

Para a atividade projetual, não podemos deixar de realçar a importância da criação de modelos, e o conhecimento dos materiais, fundamentais no quadro do projeto em design. As figuras marinhas expostas, refletem um estudo sobre a criação de modelos, a partir do emprego de uma seleção de materiais de uso corrente, contribuindo para uma compreensão mais apurada das relações espaciais, volumétricas, táteis, e outras, prévias às sequentes fases de desenvolvimento do projeto.

Em a “Forma da Forma”, é possível o acesso a uma simbiose curricular que coloca o acento no rigor e na resiliência - convidamo-lo pois, a mergulhar na intimidade intrínseca dos nossos alunos, nos gestos criadores das suas obras, nas suas representações, enquanto produtores de arte e design.

Chuva Vasco, Diretor da licenciatura em Arte e Design

 

Horário de visita:
Segunda a sexta-feira:
09h00 às 22h30
Sábados: 10h00 às 22h30
Domingos e feriados: 10h00 às 19h00

 

 

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Gentes do Mar

Cartaz Marta Monteiro

Ilustração de Marta Monteiro

13 de outubro a 12 de dezembro

Licenciada em Artes Plásticas-Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, Marta Monteiro tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos diversas actividades nas áreas do cinema de animação, da ilustração e do ensino. O seu trabalho pode ser visto regularmente em revistas, jornais e editoras tais como Visão, New York Times, Washington Post, Máquina de Voar, Pato Lógico, Nobrow e Bruaá. Em 2014 recebeu a medalha de ouro da Society of Ilustrators pela série “Little People” e viu já o seu trabalho selecionado para a Feira do Livro Infantil de Bolonha.

Vive e trabalha em Penafiel, cidade onde nasceu em 1973. 

 

Horário de visita:

Segunda a quinta-feira: 09h00 às 23h00
Sextas-feiras: 09h00 às 24h00
Sábados e feriados: 10h00 às 24h00
Domingos: 10h00 às 19h00

 

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Gentes do Mar

Jardim Interior CAE DSC 9074

a partir de 24 de junho

Jardim Interior | Entrada livre

No dia 14 de novembro de 2019 o freixo do Largo da Misericórdia - Páteo de Santo António -, com cerca de 300 anos de idade e classificado em 2009 pelo ICNF como árvore de Interesse Público (ICNF: n.º processo KNJ1/537), foi abatido por motivos de debilidade e de segurança pública, após decisão devidamente sustentada em pareceres e avaliações técnicas e com a concordância do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Plantado há 300 anos em frente ao edifício do Convento, que hoje acolhe o Lar de Santo António, o freixo tornou-se uma árvore majestosa com uma forte presença no local onde era já carinhosamente designado de “Freixo de Santo António.” Em 2018, sucumbiu à tempestade Leslie.

Reconhecendo que esta árvore era uma referência daquele espaço e da memória coletiva dos figueirenses, representando um valor importante na história e no património local, o Município preocupou-se em perpetuar essa memória e o simbolismo a ela associado.

E porque as árvores não morrem, do “Freixo de Santo António”, o escultor Paulo Neves talhou as presentes esculturas: Santo António, São João, São Pedro e São Julião, quatro dos mais estimados Santos da Figueira da Foz, que permanecerão preservadas neste renovado jardim interior do CAE e que, pela sua originalidade, não serão indiferentes aos olhares de quem por aqui passa.

 

Horário:

De segunda a sexta-feira: 13h00 às 19h30
Sábados: 14h00 às 19h00
Domingos e feriados: Encerrado
Dias de espetáculo: até ao final do espetáculo

 

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Gentes do Mar

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VICTOR COSTA - 40 Anos de Pintura
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